Como sempre costumo fazer aqui no blog, de tempo em tempo procuro colocar alguma coisa sobre música, e de uma forma muito natural quase sempre acaba sendo algo sobre baixistas ou contra-baixo. Isso não é uma regra, é pelo simples fato de eu tocar baixo, e ser um instrumento que gosto e sempre estou buscando materiais do mesmo.
Hoje venho falar de um instrumentista fantástico, Eduardo Machado. Não falo isso só pela sua musicalidade, mas também pela pessoa que Eduardo é. Quem o conhece sabe do carisma do cara, e a figura tranquila que é.
Eduardo, para quem não conhece, é um músico de Franca (interior de São Paulo), além de musico é professor de contrabaixo no IGB (Institudo de guitarra e Baixo). Músico formado no Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí em MPB e Jazz, já tocou com muitos musicos famosos como o também francano Diego Figueiredo.
Recentemente lançou seu primeiro CD com um show marcante em Franca, o cd conta com a participação de Arthur Maia (grande nome do contrabaixo e baixista do Gilberto Gil) e do trompetista do Jô Soares, Chico Oliveira.
O que mais chama atenção no CD e nas suas apresentações não é só a técnica muito boa e estudada do baixista, mas sim suas composições como um todo. Com temas bonitos, harmonias bem elaboradas da para perceber que é um trabalho bem feito, bem produzido e com um acerto muito legal dos timbres usados.
Legal também lembrar que o CD foi todo produzido em Franca, de forma independente, mostrando que é possivel fazer uma coisa de muita qualidade sem gastar tubus de grana. Parabéns ao Eduardo não só pelo Cd mas pela postura de sempre buscar divulgar a boa música em tudo que faz. Aqui você encontra um revew do CD feita pelo site BAIXISTA.
Para quem se interessar vale a pena conferir a página do MySpace do cara. Destaque para as faixas "Samba do Enguiço" com o trompete de Chico Oliveira e a "Partindo pro Alto" com a participação de Arthur Maia (da para ouvir os vocais tipicos de Arthur ao longo do solo de baixo na musica!).
Agora fiquem com um vídeo do cara:
Mostrando postagens com marcador baixo elétrico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador baixo elétrico. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 15 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Fenômeno Chico Gomes!
Alguns posts atrás falei sobre Marcus Miller, um dos melhores baixistas do mundo!
E agora venho falar de outro monstro! Porem esse é brasileiro, e tem uma técnica bem peculiar. Chico Gomes é de Santos e muitos "mais novos" deve conhecê-lo através de seu filho, Heitor Gomes, o baixista do Charlie Brown Jr.
Chico Gomes estudou durante muito tempo baixo acústico, e por uma necessidade passou a tocar baixo elétrico. Ele na verdade queria tocar a musica sozinho, simples assim. Porém o baixista por tocar um instrumento muito grave fica muitas vezes encarregado do acompanhamento, ou seja, ele faz a base para outro instrumento solar.
Chico Gomes até brinca em alguns momentos que ele não tinha musico que queria tocar com ele, então para poder sobreviver da musica ele precisou "se virar" e fazer toda a musica sozinho.
E dessa necessidade de tocar sozinho as musicas ele pensou em uma forma de tocar a base, a harmonia e o solo (ou tema)da musica no contrabaixo dele, tudo ao mesmo tempo (!). Dai nasceu a técnica do Triplo Domínio que tantos baixistas escutam falar.
Essa linha de raciocínio de Gomes não gerou apenas uma técnica. Para fazer isso ele sentiu que precisava de baixos com mais cordas, pois o de cinco cordas que ele tinha já o limitava. A partir dai ele pediu para um luthier montar um baixo de sete cordas e posteriormente um de oito cordas, portanto gerou baixos novos, que fugiam do padrão conhecido pela maioria das pessoas.
O interessante aqui é que ele pôde pensar diferente, fugindo da função original do baixo, afinal de contas não existe uma regra fundamental na musica que obriga o contrabaixista a ficar somente acompanhando os outros músicos. Acredito que o musico deve fazer o que a musica, naquele momento, está precisando ou "pedindo", e para Chico Gomes era preciso tocar a base, a harmonia e o solo.
Mas para quem pensa que isso é uma coisa simples, o músico sempre enfatiza em suas entrevistas e workshops que quando iniciou esses estudos do Triplo Domínio no começo da década de 90 ele ficou muito tempo para conseguir fazer alguma coisa.
Agora deixo um vídeo de um programa que o pessoal da Venegas Music fez com Chico Gomes, nele ele fala sobre muitas coisas interessantes como quando e de que forma ele começou a desenvolver essa técnica e a afinação de seu contrabaixo. O vídeo é longo, mas vale muito a pena!
**Detalhe para o óculos de Chico na cabeça, na maioria das coisas que vejo sobre esse musico ele esta com esse óculos, é algum amuleto da sorte, ou é código fashion dos santistas usar isso! Sei lá!
E agora venho falar de outro monstro! Porem esse é brasileiro, e tem uma técnica bem peculiar. Chico Gomes é de Santos e muitos "mais novos" deve conhecê-lo através de seu filho, Heitor Gomes, o baixista do Charlie Brown Jr.
Chico Gomes estudou durante muito tempo baixo acústico, e por uma necessidade passou a tocar baixo elétrico. Ele na verdade queria tocar a musica sozinho, simples assim. Porém o baixista por tocar um instrumento muito grave fica muitas vezes encarregado do acompanhamento, ou seja, ele faz a base para outro instrumento solar.
Chico Gomes até brinca em alguns momentos que ele não tinha musico que queria tocar com ele, então para poder sobreviver da musica ele precisou "se virar" e fazer toda a musica sozinho.
E dessa necessidade de tocar sozinho as musicas ele pensou em uma forma de tocar a base, a harmonia e o solo (ou tema)da musica no contrabaixo dele, tudo ao mesmo tempo (!). Dai nasceu a técnica do Triplo Domínio que tantos baixistas escutam falar.
Essa linha de raciocínio de Gomes não gerou apenas uma técnica. Para fazer isso ele sentiu que precisava de baixos com mais cordas, pois o de cinco cordas que ele tinha já o limitava. A partir dai ele pediu para um luthier montar um baixo de sete cordas e posteriormente um de oito cordas, portanto gerou baixos novos, que fugiam do padrão conhecido pela maioria das pessoas.
O interessante aqui é que ele pôde pensar diferente, fugindo da função original do baixo, afinal de contas não existe uma regra fundamental na musica que obriga o contrabaixista a ficar somente acompanhando os outros músicos. Acredito que o musico deve fazer o que a musica, naquele momento, está precisando ou "pedindo", e para Chico Gomes era preciso tocar a base, a harmonia e o solo.
Mas para quem pensa que isso é uma coisa simples, o músico sempre enfatiza em suas entrevistas e workshops que quando iniciou esses estudos do Triplo Domínio no começo da década de 90 ele ficou muito tempo para conseguir fazer alguma coisa.
Agora deixo um vídeo de um programa que o pessoal da Venegas Music fez com Chico Gomes, nele ele fala sobre muitas coisas interessantes como quando e de que forma ele começou a desenvolver essa técnica e a afinação de seu contrabaixo. O vídeo é longo, mas vale muito a pena!
**Detalhe para o óculos de Chico na cabeça, na maioria das coisas que vejo sobre esse musico ele esta com esse óculos, é algum amuleto da sorte, ou é código fashion dos santistas usar isso! Sei lá!
Assinar:
Postagens (Atom)
